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Incêndio destrói Radio Comunitária de Curvelo após polêmicas e eleição conturbada


Na madrugada desta terça-feira (13) a sede da Rádio Comunitária de Curvelo teve os seus equipamentos de estúdio destruídos por um incêndio. 
O incidente acontece logo depois de uma semana cheia de polêmicas envolvendo a União das Associações Municiapais de Curvelo (UMAC), organização responsável pela emissora.
Na última segunda-feira (05) o presidente da UMAC, Geraldo da Silva Pereira, o Leão, foi até o pleito da Câmara Municipal de Curvelo prestar contas. Segundo Leão, a chapa dele estava sendo constantemente perseguida pela chapa rival. Na ocasião o diretor citou diversas irregulares que encontrou na instituição, onde apenas 2 dos 8 funcionarios eram registrados. Assim que assumiu a diretoria, Leão disse que a associação foi denunciada por irregularidades em diversos orgãos públicos e chegou até a perder a sua autorga de funcionamento.  (Leia mais)
O secretário de comunicação da emissora, Daniel Araújo, explicou no pleito da Câmara Municipal de Curvelo todas as medidas que foram tomadas para a recuperação da autorga de funcionamento da emissora, que ainda depende da assinatura do atual Ministro das Telecomunicações. Daniel também mencionou o trabalho que vem sendo feito para regularizar todas as pendencias.

Eleições Conturbadas

Como 2016 é o último ano de atuação da atual diretoria, foi convocada uma nova eleição para decidir qual chapa comandará a UMAC nos próximos anos. A eleição aconteceu no último domingo (11) e gerou ainda mais polêmicas em torno da instituição. 
Concorriam a diretoria duas chapas, a primeira sendo a de Leão e a segunda sendo a do candidato Ronaldo Ricardo da Silveira, atual presidente do Conselho Municipal de Saúde.
Leão foi reeleito com 78 votos, contra 45 do candidato Ronaldo, e o resultado acabou gerando tumulto dentro da Escola Municipal Padre Celso de Carvalho, onde ocorreu todo o processo de votação e contagem dos votos.
O advogado da chapa 2, Marco Antônio da Silveira deu uma polêmica declaração para o jornal local "Jornal E Agora": "foi rasgada a Constituição da República e o Estatuto da União Municipal das Associações Comunitárias de Curvelo. A coisa não para por ai, vai pegar fogo... A UMAC não pode ser de meia dúzia de pessoas que se auto declaram donos, proprietários de um patrimônio que pertence aos curvelanos. O melhor seria uma intervenção Federal dentro da instituição e o fechamento imediato da Rádio Comunitária; e a apuração de todas as denúncias envolvendo seu presidente e as fraldes no processo eleitoral... Onde já se viu filmagen dentro de uma sala de votação?" questionou o advogado.
Ronaldo (Chapa 2) declarou ao "Jornal E Agora" que o Conselho Diretor, que historicamente participa do pleito, foi impedido de votar pela Comissão Eleitoral. O advogado Marco Antônio (Chapa 2) disse que fatos importantes não foram registrados em ata por exigência do atual presidente. Marco Antônio prometeu ir até Brasília-DF para denúnciar as diversas irregularidades ao Ministério das Comunicações.
A edição do Jornal com todas estas declarações foi publicada na segunda-feira (12) um dia após as eleições e um dia anterior ao incêndio. As declarações acabaram por levantar as suspeitas de um incêndio criminoso, no entanto tudo pode não ter passado de uma infeliz coincidência já que uma tempestade elétrica que atingiu a região pode ter sido a causa do incêndio. O caso será investigado pela Polícia Civil.

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