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Dia Nacional de Combate à Sífilis



Mesmo se tratando de uma doença que tem cura e pode ser prevenida, inúmeros casos de sífilis são registrados diariamente por todo país. Trata-se de uma das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) – antigas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) – transmitida pela bactéria Treponema Pallidum. A evolução da doença, que pode levar até a morte, é lenta e muitas vezes passa imperceptível. No terceiro sábado de outubro, no dia 21, o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita é lembrado para alertar sobre a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento da doença.
A sífilis congênita persiste no Brasil com uma taxa de 4,7 casos por mil nascidos vivos. Já no caso da sífilis em gestantes, a taxa chega a 7,4 casos para cada mil nascidos vivos, segundo dados do Ministério da Saúde. Neste ano, só no Distrito Federal foram registrados 1.078 casos até agosto. A sífilis se desenvolve de várias formas, em diferentes estágios, e pode ser transmitida por relação sexual sem proteção, sangue contaminado ou da gestante para o bebê. Um dos sintomas iniciais são feridas e manchas que aparecem e somem em alguns dias. A doença tem cura, porém todas as vezes que a pessoa se expõe, por não desenvolver imunidade à bactéria que está no organismo ela contrai novamente.
A doença tem três estágios, sendo o terceiro o mais grave deles, como explica a infectologista Joana D'arc Gonçalves, da Aliança Instituto de Oncologia. "Se não tiver tratamento, além das lesões de pele que a pessoa pode vir a ter na sífilis secundária, ela pode evoluir para sífilis latente comprometendo válvulas do coração e gerando problemas cardiológicos e no sistema nervoso central", ressalta a médica.
No caso da mulher, se não tratada corretamente, quando gestante ela pode vir a ter o bebê neurosífilis e sífilis congênita – quando a doença passa para a criança por meio da placenta. A sífilis congênita pode causar aborto, má formação e várias alterações na criança. Por isso a importância de tratar a IST o quanto antes identificada, "é fundamental não apenas para a pessoa, mas também das pessoas com as quais ela convive", acrescenta Joana.

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