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Família denuncia demora em transferência de paciente com o corpo queimado e pede ajuda urgente em Curvelo




Uma mulher trans de 36 anos, identificada como Bianka Acsa Rosa da Fonseca, segue internada em Curvelo após sofrer queimaduras gravíssimas em cerca de 80% do corpo. A família denuncia a demora na transferência para um hospital especializado em queimados em Belo Horizonte — o que, segundo eles, pode ser decisivo para a sobrevivência da vítima.

De acordo com documentos hospitalares, a paciente está com solicitação ativa de transferência (nº 118080432) e o status consta como “aguardando reserva” desde o dia 07/04/2026, às 11h00. A unidade de destino indicada é referência para tratamento de queimados na capital mineira.

Apesar da gravidade do caso, até o momento não houve liberação de vaga, o que tem gerado desespero entre os familiares.

“Cada minuto que passa complica mais o estado de saúde dela. A gente está desesperado”, relatou a família.

Estado de saúde


Segundo atualização mais recente, Bianka segue estável e não apresentou intercorrências durante a noite. No entanto, o quadro continua extremamente delicado devido à extensão das queimaduras, e a transferência para uma unidade especializada é considerada urgente e crucial.

Crime brutal e suspeito foragido


O caso aconteceu na madrugada desta terça-feira (7), quando a casa onde a vítima estava foi invadida e incendiada. Segundo a Polícia Militar, o autor teria pulado o muro, ateado fogo na residência e utilizado líquido inflamável.

Bianka teve o corpo tomado pelas chamas após escorregar e entrar em contato com o combustível. Mesmo tentando se salvar, o agressor teria jogado mais produto inflamável, agravando ainda mais a situação.

O principal suspeito é conhecido como “Bruno de Oxóssi”, identificado como ex-companheiro do atual parceiro da vítima. A motivação do crime, segundo relatos, seria ciúmes, já que o relacionamento atual tinha cerca de um mês.
Até o momento, o suspeito segue foragido, aumentando ainda mais a angústia da família.

Pressão por resposta


O caso levanta um ponto crítico: a dificuldade no acesso a vagas especializadas em situações de emergência extrema. Em casos de grandes queimados, o tempo de resposta não é detalhe — é fator de sobrevivência.

A família pede mobilização e visibilidade:

“A gente só quer que ela seja transferida a tempo. É questão de vida ou morte.

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