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"Pirâmides solidárias" estão crescendo em Curvelo


A promessa de dinheiro fácil está atraindo muitas pessoas para pirâmides financeiras. A prática adquire vários nomes, mas têm sempre as mesmas características.
Conhecidas muitas vezes como Mandala, Corrente Solidária ou Giro Solidário, as pirâmides financeiras não comercializam nenhum tipo de produto ou serviço e se sustentam exclusivamente a partir do recrutamento de novos membros. A prática é considerada crime contra a economia popular e mesmo sem ter uma empresa direta que gerencia a pirâmide, o sistema pode ser alvo de investigação e criminalização. 

Corrente solidária

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Conhecida na região de Curvelo/MG como "Corrente Solidária" a prática, caracterizada como pirâmide financeira, promete às pessoas que aderirem ao esquema um retorno de R$1000,00. Para isso os interessados precisam fazer um depósito de R$125,00 e indicar mais 2 pessoas para fazerem o mesmo. Grupos no WhatsApp e no Facebook são frequentemente utilizados para disseminar o sistema e recrutar novos membros.
Na "Corrente solidária" cada indivíduo vai contribuindo com o anterior, de forma que, se alguém não fizer o pagamento, o sistema se quebra, trazendo prejuízos para todos aqueles que estão na base da pirâmide. Nesse caso, quem ganha são apenas os indivíduos do topo, ou seja, aqueles que entraram no início do esquema.
O ClickCurvelo.com teve acesso a um dos grupos, com cerca de 26 membros. A princípio é possível constatar que o esquema não é centralizado e a cada rodada o grupo é excluído. Dessa forma, a pessoa no topo da pirâmide sai, dando lugar para as 2 pessoas que entraram depois dela. Essas pessoas ainda não receberam o total prometido e se tornam o topo de dois novos grupos, formando duas novas pirâmides e multiplicando o esquema.

Sistema insustentável

A maioria das pirâmides financeiras duram apenas poucos meses. Segundo o economista Rubicleis Gomes, professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), em uma entrevista para o G1, esse tipo de esquema não é novo no Brasil, só muda de figura mas mantêm o mesmo princípio. Para o economista, tanto quem ganha quanto quem perde comete o crime contra a economia popular.


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