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Sem acordo: Protestos dos caminhoneiros continua após seu terceiro dia


Os protestos dos caminhoneiros contra o aumento do diesel chegaram ao terceiro dia, começando a causar problemas de abastecimento por todo o país. Segundo o jornal Estado de Minas, em 14 dos 27 estados brasileiros, no começo desta tarde, foram registrados pelo menos mais seis bloqueios em rodovias. Nas regiões sul e sudeste, eram de 10 a 40 segundo o relatório da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Os caminhoneiros exigem uma redução de preços do diesel, que a Petrobras alinha desde o fim de 2016 em função da alta dos preços do petróleo no mercado internacional.

Desde o início de maio, o preço do diesel das refinarias (antes dos impostos) chegou a subir 13,5% e o da gasolina mais de 15%, embora nos últimos dias tenha sofrido leve queda - a 10,5% e 12,3%, respectivamente.

Sem acordo

Os caminhoneiros decidiram manter os protestos, apesar das medidas anunciadas na noite desta terça-feira. O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, se disse disposto a eliminar o imposto sobre os combustíeis (Cide) se o Congresso suprimir algumas isenções fiscais das empresas, para comensar a queda nas arregadações. No entanto, o presidente da Associação Brasileira de Caminhoneiros (abcam), entidade que convoca os protestos escreveu: "Até um posicionamento efetivo do Governo, a entidade pede firmeza nos protestos de todas as regiões do país".

Uma reunião entre o governo e representante dos caminhoneiros, na tarde desta quarta-feira (23), no Palácio do Planalto, também acabou sem acordo. O Governo pediu até as 14h desta quinta-feira para apresentar alguma solução que ponha fim ao movimento, que paralisou diversos setores do país.
“A greve continua. Não houve nenhuma proposta. O governo veio justificar a impossibilidade de atender reivindicações da categoria. Mas sentiu o peso do movimento. Jogamos essa responsabilidade para eles”, afirmou o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, Dilmar Bueno. “Eles foram avisados com antecedência. Conseguimos estabelecer condições de caráter permanente. Os ministros vão conversar com o governo para apresentar proposta amanhã (quinta) 14h”. -  Acrescentou.

Repercussão

Em Brasília, a Inframérica, gestora do aeroporto internacional, indicou que a reserva de combustível para aviões só "é suficiente até o fim da tarde de quarta-feira", devido a retenção de caminhões no entorno da capital.

Em nota, Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), através de uma nota, manifestou  preocupação e indignação com a greve e disse que espera que em um prazo curto seja construído um entendimento para que a situação volte à normalidade.

Pelo país, vários postos de combustível estão correndo o risco de ficar secos devido a paralisação. Em Curvelo/MG, vários postos de combustível reforçaram os seus estoques antes do início das paralisações, mas alguns postos já enfrentam a falta de combustível. "A gasolina acabou desde a manhã de hoje, o diesel acaba hoje ainda, já o álcool deve durar apenas até amanhã por volta das 10h" informou o gerente de um dos postos da cidade, durante esta quarta-feira (23).


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